IMPORTÂNCIA DO EXERCÍCIO EM ADULTOS NA TERCEIRA IDADE

02.12.20

Manter um envelhecimento ativo ajuda a combater a perda óssea, melhora os movimentos e equilíbrio, fortalece a imunidade e ainda mantém um bem estar psicológico. A prática de exercício é ainda uma forma de prevenção de patologias como hipertensão, diabetes ou acidentes vasculares cerebrais.

O compromisso para com o exercício físico é o alicerce para que pessoas de todas as faixas etárias possam melhorar a sua saúde.


Mas afinal, porque é tão importante o exercício físico para o bem estar das pessoas? 

Em crianças fisicamente ativas, a probabilidade destas atingirem um peso corporal saudável é maior, a sua auto-estima é melhorada e a taxa de sucesso escolar aumentada. Para além disso, a possibilidade de desenvolverem doenças cardíacas é reduzida.

Já na fase adulta, pessoas que se exercitam têm mais facilidade em manter o peso corporal saudável bem como em desempenhar as suas tarefas do dia a dia sem limitações físicas. Conseguem ainda, através da prática regular de exercício físico, ter mais capacidades para gerirem situações de stress e reduzirem os episódios de depressão.

No que diz respeito a adultos na terceira idade, o exercício físico regular e devidamente orientado por profissionais habilitados para o efeito, continua a ser um alicerce de extrema importância nas suas vidas, ajudando-os assim a manterem um dia a dia independente e saudável. Mantendo-se fisicamente ativos, vão conseguir combater a perda óssea, melhorar movimentos e equilíbrio, fortalecer a imunidade e ainda manterem um bem estar psicológico, uma vez que a perda de autonomia funcional traz consigo problemas psicológicos como depressão, ou até mesmo mais graves como o suicídio, assim como problemas fisiológicos (Dantas e Jacó, 2003).  Consegue-se ainda a prevenção de patologias associadas a esta fase da vida como hipertensão, diabetes, acidente vascular cerebral, entre outras.

exercicio na terceira idade

Hoje vamos abordar a importância e os benefícicos do exercício físico em adultos na terceira idade.

A relação entre os vários fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas é complexa e variável de pessoa para pessoa mas está estudado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que a forma de diminuir o risco destas doenças ocorrerem é as pessoas serem muito fisicamente ativas. Uma vida fisicamente ativa vai ainda diminuir o risco de morte por outras doenças. 
Muitas são as questões que surgem na cabeça de um adulto na terceira idade quando se lhe coloca a opção de fazer exercício físico. Que tipo de exercício é o melhor para mim? Quantas vezes me devo exercitar para ter melhores benefícios para a minha saúde? Quais as atividades mais recomendadas para mim? São estas algumas das questões a que se lhes dão respostas. Estas respostas estão no entanto dependentes de vários fatores como o nível de saúde e condicionamento físico, existência ou não de experiência em relação ao exercício físico e os próprios gostos pessoais.
Um adulto na terceira idade, numa situação de inatividade física, deve abordar o seu novo plano de exercício de forma tranquila. Não deve, de todo, ser sua preocupação atingir rapidamente altos níveis de condicionamente físico. Antes de iniciar o seu novo plano de exercício deve, no entanto, consultar o seu médico para garantir que está preparado para começar a tornar-se fisicamente ativo.
Para além dos fatores mencionados acima, há ainda recomendações em relação à frequência, intensidade e duração do exercício físico que os adultos na terceira idade necessitam. 
Vamos de seguida fundamentar-nos em algumas das recomendações do American Heart Association (AHA) e do American College of Sports Medicine (ACSM).

CONDICIONAMENTO MUSCULARExercício físico na terceira idade

Independentemente da idade de uma pessoa, o fortalecimento dos seus músculos trará benefícios acentuados às suas atividades do dia a dia. Transportando isto para adultos na terceira idade, os benefícios acentuam-se ainda mais pois é sabida a perda de densidade muscular ao longo dos anos. Para além disso, adultos na terceira idade, por motivos de afastamento natural das suas atividades profissionais, tendem a ter mais tempo livre que podem ocupar com lides domésticas que muitas vezes passam por jardinagem ou agricultura pesada. Para que estas lides domésticas sejam feitas em segurança, um bom condicionamento muscular será vantajoso para que as suas articulações não sofram com o esforço destas atividades.
Este condicionamento muscular deve ser trabalhado mediante vigilância de um profissional do exercício físico e pode ser feito através do uso de máquinas de musculação ou através do uso de materiais que confiram características mais funcionais ao movimento como halteres, cordas, bandas elásticas, etc.

FLEXIBILIDADE

À semelhança da perda de densidade muscular, também a “flexibilidade”, quando não trabalhada ao longo da vida, tende a perder-se, sendo esta perda acelerada na terceira idade. Um programa regular de alongamentos, devidamente planeados, ajudará a travar ou reduzir substancialmente esta perda. 


EQUILÍBRIO

O planeamento de um programa que aborde o trabalho de equilíbrio é recomendado para pessoas que sofram frequentemente de quedas ou que apresentem baixos índices de mobilidade. Nestas pessoas enquadram-se em grande número adultos na terceira idade. Para reduzir assim os episódios de queda é importante um trabalho quer de mobilidade quer de equilíbrio nestes adultos como, reduzir gradualmente as suas bases de apoio ou dar-lhes movimentos dinâmicos para que o centro de gravidade seja desafiado.


Em suma, um estilo de vida ativo fará toda a diferença na longividade de uma pessoa em qualquer faixa etária, mas fundamentamente para adultos na terceira idade!

Ana Moreira

Referências bibliográficas:
- ACSM’s Complete Guide of Fitness & Health, ACSM, 2016
- Exercício Físico e Qualidade de Vida Na Terceira Idade, Luiz Santos e Catuxe Oliveira, 2017

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